UTI Neonatal utiliza banho com boia cervical para prematuros – Hospital Santo Ângelo

fev 16

UTI Neonatal utiliza banho com boia cervical para prematuros

Desde o início da semana, o Hospital Santo Ângelo disponibiliza uma nova tecnologia leve para os bebês atendidos na UTI Neonatal: a hidroterapia Float Baby, também conhecida como banho flutuante com boia cervical. Essa tecnologia leve é nova uma tendência nos Estados Unidos e que aos poucos vem ganhando espaço no Brasil.
A pequena Stella Rodrigues Barreiro, que nasceu de 31 semanas com 630 gramas, de Fortaleza dos Valos, é um dos primeiros bebês a receber esse tipo de hidroterapia. Os pais Jonas Barreiros, de 28 anos, e Elizandra Souza Rodrigues, de 25 anos, estão acompanhando de perto o trabalho desenvolvido pela equipe da UTI Neonatal.
A enfermeira gestora da unidade, Aline Rebelato, explica que a pequena Stella, hoje com 1,960 quilos, deverá receber alta assim que completar 2 quilos de peso. Stella, por ser prematura, havia sido transferida de outro hospital para a UTI Neonatal do HSA, através da Central de Leitos do Estado.
A fisioterapeuta Joceara Taíse de Jesus explica que na hidroterapia Float Baby (bebê flutuante livre) os bebês ficam numa banheira suspensos pela cervical numa boia.
Joceara relata que o banho flutuante com boia cervical é acompanhado por dois profissionais com capacitação da equipe de enfermagem e fisioterapia.
“No Float Baby o bebê recebe apoio de uma boia cervical adaptada para recém-nascidos. Os pequenos são emergidos numa banheira. Esse procedimento proporciona liberdade de movimentos e relaxamento nas atividades de fisioterapia motora e respiratória, em ambiente aquecido numa temperatura de 37 graus”, salienta.
De acordo com o médico pediatra e responsável técnico da UTI Neonatal, Guilherme Dutra Pinheiro, estudos evidenciam que as técnicas realizadas por essa modalidade de hidroterapia são efetivas, seguras e promovem o bem-estar do bebê, melhorando a qualidade do sono e minimizando o estresse causado por procedimentos dolorosos na UTI.
A enfermeira Aline Rebelato, por sua vez, destaca que as técnicas também estimulam o desenvolvimento neuropsicomotor, fortalecendo a resposta imunológica, assim como promove o relaxamento muscular, a melhora da frequência cardíaca e respiratória, favorecendo o ganho de peso.
A enfermeira alerta que essa procedimento não pode ser feito em casa, mas apenas por profissionais qualificados para evitar riscos ao bebê.