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jun 05

Uma vitória da vida

reduzido

A alegria e a emoção marcaram a manhã de sexta-feira, 26, na despedida da pequena Maria Vithoria Pereira Soares, que deixou a Unidade Canguru, do Hospital Santo Ângelo. Maria Vithoria foi um caso de prematuro extremo que nasceu com 25 semanas (6,5 meses) e 468 gramas de peso. A dedicação da equipe de profissionais de saúde e a avançada tecnologia dos equipamentos da UTI Neonatal (uma referência no Estado) fizeram a diferença no tratamento da pequena.

O bebê ficou durante 100 dias na UTI Neonatal. Com o aporte nutricional, a pequena chegou aos 2,045 quilos de peso. Na despedida, no colo do médico pediatra Guilherme Dutra Pinheiro e ao lado dos pais, Alex Sandro Lencina Soares (30 anos) e Lidiane Rodrigues Pereira (29 anos), Maria Vithoria seguiu seu sono tranquilo, antes de seguir viagem a São Borja.

Lidiane conta que no início a gravidez foi tranquila até surgirem os primeiros sintomas de pré-eclâmpsia quando sua pressão arterial ficou descontrolada. A mãe lembra que tanto o bebê quanto ela corria risco de morte.

O médico Guilherme Dutra Pinheiro, responsável pela UTI Neonatal, diz que devido à pré-eclâmpsia teve uma diminuição do fluxo de fluídos nos vasos sanguíneos da placenta e o cordão umbilical do bebê parou de fornecer os nutrientes necessários. “A situação era preocupante. A Maria Vithoria tinha 25 semanas, mas seu organismo era de um bebê de 22 semanas, ou seja, parecia ter 5,5 meses de gestação, um caso típico de prematuro extremo”, explica o médico.

Guilherme explica que durante o tratamento foram feitas seis transfusões de hemácias, porque o organismo do bebê tinha dificuldade de produção destas células sanguíneas. Mesmo com a alta, Maria Vithoria terá o acompanhamento da equipe do Ambulatório de Egressos por dois anos. Neste período receberá um cuidado especial para evitar qualquer risco de infecção.