SETEMBRO VERDE: A decisão da família de doar os órgãos

A assistente social, Maira Bagatini, e a coordenadora da CIHDOTT, enfermeira Carline Scherer (Foto: Cristiano Devicari)

A coordenadora da CIHDOTT, a enfermeira Carline Scherer, explica que a comissão é responsável pelo processo que identifica o potencial doador com morte encefálica, assim como conscientiza a família sobre a importância da doação de órgãos e repassa informações dos exames para a Central de Transplantes do Estado. “Quando é feita a abertura do protocolo devido à suspeita de morte encefálica, a Central de Transplantes é comunicada imediatamente. Para a confirmação da morte encefálica são feitos três exames: dois testes clínicos e um exame de imagem. Os exames são realizados por um médico intensivista e um médico neurologista (que faz a constatação da morte encefálica).

ENTREVISTA

Ao longo de cada exame a família do paciente é comunicada sobre o resultado. Durante todo o processo os familiares recebem atendimento psicossocial da equipe dos Hospital Santo Ângelo.

Uma das etapas mais difíceis é a entrevista familiar para a doação de órgãos. A assistente social, Maira Bagatini, observa que esse é um dos momentos mais delicados para efetuar a abordagem. “A entrevista familiar para a doação de órgãos é uma etapa importante e complexa, pois a família está vivenciando a dor da perda de um ente querido. O luto é um momento de muita sensibilidade para os familiares. Neste momento, a equipe faz uma abordagem com os familiares mais próximos para esclarecer dúvidas sobre a morte encefálica que é permanente e irreversível, explicando que o funcionamento do organismo é mantido apenas por aparelhos. Após esse esclarecimento coloca-se a possibilidade dos órgãos serem captados para transplante. Cabe então a família a decisão pela doação”.

Maira destaca a importância da pessoa ser um doador de órgão e em vida falar com seus familiares. “A vontade é sua. A decisão é deles.”