Quatro tentativas para o transplante pulmonar

Antônio Meneghetti fez transplante de pulmão (foto: Cristiano Devicari)

Foram dois anos de espera e quatro tentativas para o transplante pulmonar. Essa é a história de Antônio Roberto Meneghetti, com diagnóstico de enfisema pulmonar severo. Os pulmões tinham apenas 18% de sua capacidade.

“Desde jovem fui fumante. Naquela época ser tabagista era um status. Quando tinha 30 anos apareceram os sintomas deste mau hábito. Comecei a ter muita tosse e problemas de bronquite. Com o tempo vieram fortes gripes. Eu nunca dei muita importância. Não pensava que fosse algo mais grave”, recorda Meneghetti.

Em 2010, Meneghetti diz que o problema respiratório se agravou. “Foi então que procurei um pneumologista. Em seguida veio o diagnóstico de enfisema pulmonar. O médico me encaminhou para uma consulta em Porto Alegre onde iniciei o tratamento”.

Em 2014, Antônio lembra que sofreu uma forte crise respiratória. “A partir daquele fato fui encaminhado para a lista de transplante de pulmões. Em 2015 acabei indo morar em Porto Alegre para o tratamento. Meu filho deixou o trabalho e foi morar comigo na Capital, enquanto minha esposa ficou e com nossa filha em Santo Ângelo. Foram dois anos, um mês e dezessete dias até conseguir realizar o transplante”.

Doente e bastante abatido, Antônio revela que chegou a se preparar para o pior. “Foram quatro tentativas. As duas primeiras os órgãos não apresentavam as condições ideais para o transplante. Na terceira tentativa, em virtude da instabilidade do tempo, o avião não conseguiu descer para viabilizar o processo de doação. Apenas na quarta tentativa foi possível. Soube que a doadora era uma jovem de Santa Catarina”.

O transplantado lembra que assim que acordou depois da cirurgia já podia respirar sem aparelhos. “Foi um momento marcante na minha vida ao acordar sem falta de ar. Fiquei muito feliz e eternamente grato a família da jovem que decidiu pela doação. Devo minha vida a essas pessoas. Hoje, apesar dos constantes exames que tenho que fazer, o uso de medicação para evitar a rejeição e alguns outros cuidados com a alimentação, posso dizer que tenho uma vida normal. Sou uma nova pessoa e passei a ver a vida com outros olhos. Agradeço todos os dias de estar vivo e junto com a minha família”.

Foto: Cristiano Devicari